A porta-voz do Conselho de Ministros de Moçambique, Ana Comoana, disse, em conferência de imprensa, que a extensão da concessão vai contar a partir de 2023, ano em que terminam os 19 anos do prazo da concessão ainda em curso.

Ana Comoana assinalou que “o alargamento do contrato com a Cornelder foi determinado pelo compromisso da empresa de realizar um investimento adicional imprescindível para o aumento da capacidade do porto da Beira”.

O plano de investimentos apresentado pela Cornelder prevê a reabilitação de 300 quilómetros da Estrada Nacional Número 6, no centro país, e de 317 quilómetros da linha-férrea Beira-Machipanda.

As intervenções em vista vão aumentar a capacidade de manuseamento dos atuais 300 mil contentores para 700 mil contentores e de 750 mil toneladas de carga para 1,2 milhão de toneladas.

As obras de alargamento da capacidade do Porto da Beira vão criar mil empregos diretos e seis mil indiretos.

O incremento da capacidade da infraestrutura vai gerar para o Estado moçambicano 900 milhões de dólares (767 milhões de euros ) em receitas, adiantou a porta-voz do Conselho de Ministros de Moçambique.

A Cornelder é uma sociedade entre a firma holandesa Cornelder e a empresa pública Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM).