Domingo, Fevereiro 18, 2018
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Manuel de Araújo condena procedimentos de Tocova

O presidente do município de Quelimane pelo MDM, Manuel de Araújo, condenou as atitudes que Manuel Tocova vem tomando desde que Mahamudo Amurane foi assassinado a 4 de Outubro. “Distanciei-me há bastante tempo das atitudes do senhor Tocova. Isso é público, desde que se deram os acontecimentos violentos em Nampula”, disse.

“Eu próprio, em algum momento, vi que a minha segurança não estava em condições e fiz uma carta para entidades competentes, nomeadamente ao Governo da província da Zambézia, à ministra da Administração Estatal, ao comandante da Polícia e à comunidade diplomática no país.

Acho que esse é o caminho certo a se seguir. Informar às autoridades competentes para que elas tomem medidas”, vincou.

“Ele respondeu-me que o polícia armada que fazia a segurança na minha residência foi retirada por falta de efectivos. Eu acho que é uma justificação pobre e cheia de más intenções. Neste momento se me acontece qualquer coisa, a responsabilidade toda vai para o governador”, contou.

Apesar de tudo isso, considerou que nada justifica fazer justiça com as suas próprias mãos. “Se  cada um de nós, que se sentir ameaçado, optar por fazer justiça com as suas próprias mãos, então estaremos a entrar num país de anarquia”, referiu.

“Em poucas palavras, é uma atitude condenável e eu acho que temos que tirar ilações daquilo que está a acontecer no nosso país, em especial do que está acontecer na cidade de Nampula”, frisou.

Em relação ao futuro de Nampula, disse que cabe aos próprios munícipes decidir, se vão querer Nampula como era antes da morte do Amurane ou depois. Terão uma oportunidade, em Janeiro, de decidir o que eles querem.

Disse que todas as atitudes cometidas por Tocova fragilizam, não apenas o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), como também todo o esforço que está sendo feito no país no âmbito da descentralização.

Afirmou que o país está num processo de consolidação da democracia e, acima de tudo, do processo de descentralização. “Este tipo de atitude que está a ocorrer em Nampula é, para mim, um atentado a estes dois processos. Nós como moçambicanos temos que envidar esforços para colocar tudo nos carris”, disse.

Via DM

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