Pressão internacional é importante para a justiça em Moçambique, diz o director-executivo da Fundação Masc

Mas só o tempo dirá se o governo vai tomar outra postura, sublinha Pereira

O director executivo da Fundação Mecanismo de Apoio à Sociedade Civil (MASC), João Pereira, elogia a pressão das Nações Unidas para a justiça em Moçambique, mas sublinha que a política africana não segue necessariamente os parâmetros internacionais.

Zeid Al Hussein, Alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, pediu, ontem, ao governo de Moçambique para o fazer o seu melhor para levar os autores das execuções sumárias, promotores da corrupção e violência à justiça.

Para Pereira, só tempo dirá se a pressão internacional fará o governo assumir outra postura.

“Pode ser um dos mecanismos, mas nós temos que compreender que em África temos exemplos muito concretos de que essas pressões não surtiram efeito,” diz Pereira.

Ele dá o exemplo do Zimbabwe, onde Robert Mugabe e o seu Zanu-PF não alinharam aos apelos internacionais para a boa governação.

“A cultura destes países africanos tem as suas próprias dinâmicas, que muitas vezes não funciona na lógica dos parâmetros internacionais,” afirma Pereira.

Pereira diz também que a explicação que o governo tem estado a dar não é suficiente e a demora em apresentar a real situação apenas agudizará a situação económica, em particular dos mais vulneráveis, que são vitimas do conflito armado.

“Existem sinais de aumento de preços de alguns produtos e de escassez de outros, mas o efeito ainda não se sente em grande medida, porque o governo ainda consegue pagar o salário aos da função pública”, considera Pereira.

Pereira adverte que em seis meses ou um ano a situação poderá mudar.

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Via VOA

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