Banco de Moçambique aumenta taxas de directoras

Moçambique

Instituição mantém Coeficiente de Reservas Obrigatórias em moeda nacional em 10,5%

O Banco de Moçambique voltou a aumentar as taxas de juro da Facilidade Permanente de Cedência de liquidez, desta vez, para 14,25% e a Facilidade Permanente de Depósitos para 7,25%. O Banco Central manteve, no entanto, o Coeficiente de Reservas Obrigatórias em moeda nacional em 10,5% e estrangeira em 15%.

O banco decidiu aumentar as taxas directoras pelo facto das projecções de curto e médio prazo apontarem para a desaceleração da actividade económica e persistência da pressão feita pela subida generalizada de preços de produtos e serviços básicos. O Banco Central justifica ainda a subida das taxas de juro com a contínua pressão cambial resultante da suspensão da ajuda externa pelos parceiros de cooperação e prevalência da tensão político-militar. Segundo o Banco de Moçambique, estes factores concorrem para que no curto e médio prazo, os fundamentos macroeconómicos estabelecidos sejam afectados.

O Comité de Política Monetária do Banco de Moçambique revelou ainda que no mês de Maio, o saldo provisório das Reservas Internacionais Líquidas reduziu em 80,3 milhões de dólares, para 1.713,8 milhões de dólares.

O desgaste das reservas em moeda estrangeira do Banco Central resultou, essencialmente, das perdas cambiais líquidas, assim como das vendas de moeda estrangeira efectuadas pelo Banco de Moçambique para importação de combustíveis líquidos, alimentos e medicamentos.

O saldo das Reservas Internacionais Brutas correspondeu a 3,1 meses de cobertura das importações de bens e serviços não factoriais, excluindo os grandes projectos e 2,4 meses, se incluídos os grandes projectos.

Em Maio, o valor de pagamento do serviço da dívida pública externa totalizou 30,5 milhões de dólares.

 Via Opais

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