Zimbabué: polícia detêm manifestantes anti-Mugabe

A polícia zimbabweana deteve 15 pessoas, incluindo um jornalista e um irmão de um activista político desaparecido, durante uma manifestação pública contra o presidente Robert Mugabe, que teve lugar sexta-feira, disse este sábado um jurista.
Alguns foram detidos na noite passada, outros pouco antes disso, disse à AFP Obey Shava.
Shava disse que a polícia cercou os activistas quando eles realizavam uma vigília na Africa Unity Square (Praça da Unidade Africana) no centro de Harare, exigindo a saida de Mugabe, no poder desde 1980.
As acusações são de roubo ou obstrução à justiça, afirmou.
A polícia alega que os manifestantes roubaram os pertences de uma mulher transeunte.
Estas são acusações inventadas para instalar medo e desencorajar as pessoas de ocuparem a praça, disse o jurista.
A praça tem sido o local de uma série de protestos contra o desaparecimento do activista político Itai Dzamara, que foi raptado em Março do ano passado, alegadamente por agentes secretos do exército.

O seu irmão, Patson, que é um dos homens agora detidos, publicou uma foto que ele diz mostrar o homem desaparecido a ser detido num local não revelado.
O exército nega responsabilidade no rapto de Dzamara.
O jornalista detido nas manifestações é Paidamoyo Muzulu, do News Day.
Um grupo de igrejas, incluindo a Aliança Cristã do Zimbabwe, a Rede de Oração do Zimbabwe e a Comissão Católica para Justiça e Paz, juntou-se quinta-feira ao coro de exigências para a saida de Mugabe.
Há uma clara indicação e consenso de que Robert Mugabe enganou-nos. Temos a forte sensação de que ele é demasiado velho para continuar na presidência do país , disse a jornalistas o organizador da manifestação, o pastor Ancelimo Magaya.
Times/bm/
AIM – 11.06.2016

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