BURUNDI: Vinte e uma pessoas foram condenadas à prisão perpétua por tentativa de golpe de Estado

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Os condenados têm ainda uma última oportunidade de obter a alteração das penas junto do Tribunal Supremo do país, dentro de dois meses.
Fabien Segatwa, um dos advogados de defesa, mostrou-se consternado pela pesada mão do Tribunal nas condenações.
O julgamento dos presumíveis golpistas de Maio de 2015 no Burundi entrou, segunda-feira, na sua última etapa com a condenação à prisão perpétua de 21 dos 28 oficiais superiores da Polícia e do Exército Nacional, em julgamento.
Durante o julgamento em primeira instância, o Tribunal de Apelação decretou a prisão perpétua só para quatro líderes presumíveis da tentativa de golpe de Estado, incluindo o chefe-adjunto dos amotinados e o ex-ministro burundês da Defesa Nacional, general Cyrille Ndayirukiye.

O chefe dos amotinados, o general do Exército Godefroid Niyombare, foi por seu turno julgado pela tentativa de golpe de Estado contra o Presidente burundês, Pierre Nkurunziza, quando este participava numa cimeira regional sobre a crise no seu país, em Dar-es-Salaam, na Tanzânia.

Antigo chefe dos serviços especiais de informação, o general Niyombare não desistiu apesar do fracasso da sua intentona golpista. A partir da clandestinidade, ele anunciou a criação das «Forças republicanas do Burundi», com o mesmo objectivo de destituir o poder instituído no Burundi.
O Tribunal de Apelação acrescentou ao seu veredicto indemnizações no valor de seis biliões de francos burundeses (perto de quatro milhões de dólares americanos) a pagar para as partes civis, incluindo o Exército, a Polícia, o partido no poder e a Rádio Rema FM, que lhe é próxima, pelos danos humanos e materiais sofridos na tentativa de golpe de Estado.

As condenações incluem ainda a exclusão de todos os golpistas da Função Pública durante 20 anos.

Via RM

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