“Há morosidade no processo de transferência da gestão dos serviços primários para o Município”

Educação, saúde e transportes são os serviços primários sobre os quais o Município da Beira reclama autonomia de gestão. “Não faz sentido que outras cida­des tenham autonomia de gerir sectores como o sector público e uma cidade como Beira, a se­gunda maior de Moçambique, continue dependente da vontade de pessoas”, afirmou o presiden­te do Município da Beira, Daviz Simango.

Simango reclama a gestão dos serviços primários da Beira há cinco anos. “Um dia, essas mes­mas pessoas que têm que tomar decisões vão lembrar-se que to­maram decisões graves que não conseguiram cumprir com a le­galidade, porque é de lei que os transportes públicos e o proble­ma de saúde primária têm que ser entregues à edilidade”.

O edil da Beira recorda que há um ano submeteu ao Presi­dente da República, Filipe Nyu­si, a proposta de transferência de poderes. A resposta foi posi­tiva e a indicação era de que a gestão dos serviços seria repas­sada ao Município.

Contudo, Daviz Simango acre­dita que o Presidente da Repú­blica fez a sua parte e cabe ao governo provincial perceber que está a tomar uma decisão errada e voltar atrás, de modo a não pre­judicar a democracia.

Outra questão levantada pelo Município é o destino que se dá às infra-estruturas dos secto­res que deveriam estar sob sua gestão. “Muitas infra-estruturas usadas para as áreas da educa­ção, saúde e transportes que de­veriam estar a ser geridas pelo Município estão a passar para terceiros”.

Via O pais

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